
A doação de sangue é um gesto simples, mas de extrema importância, que pode salvar inúmeras vidas. Em Chapecó, a situação atual exige atenção e ação urgente, já que os estoques de sangue estão críticos, principalmente para os tipos sanguíneos O negativo, A positivo e A negativo.
O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) de Chapecó tem enfrentado dificuldades para manter os estoques abastecidos, e isso impacta diretamente o atendimento aos pacientes em hospitais da região.
Segundo Sandra Michels Surdi, coordenadora técnica do Hemosc Chapecó, a escassez de sangue não afeta apenas a cidade, mas sim a Hemosc como um todo. “Atualmente, a rede é única para o estado. Quando temos um estoque baixo de sangue, isso prejudica a logística de atendimento em diversas regiões do estado”, explica.
A doação contínua de sangue é essencial para garantir que os pacientes que necessitam de transfusões sejam atendidos de forma rápida e eficaz. Quando o estoque de sangue não é mantido, as consequências podem ser graves, principalmente em emergências e cirurgias de grande porte.
Entre os tipos sanguíneos com maior demanda, o O negativo é o mais crítico. “Chapecó, com uma população de cerca de 275,9 mil habitantes, apenas 6% seria O negativo, mas, dentro desse número, a parcela de pessoas que doam sangue é ainda menor. Esse tipo de sangue é utilizado com prioridade em situações de emergência”, afirma Sandra.
Em acidentes graves, onde não há tempo para realizar testes de compatibilidade sanguínea, o O negativo é a primeira escolha, pois é universal para pacientes com qualquer tipo sanguíneo.
Sandra explica que o tipo O negativo é de extrema importância, pois, além de ser usado em emergências, as pessoas com esse tipo de sangue só podem receber sangue do mesmo tipo, o que torna ainda mais difícil garantir a reposição. “Precisamos da colaboração das pessoas com O negativo para manter os estoques estáveis, mas também contamos com a doação de todos os tipos sanguíneos para repor os estoques de forma equilibrada”, enfatiza Sandra.
Além da escassez de tipos raros como O negativo, o Hemosc também enfrenta dificuldades para manter os níveis adequados de A positivo e A negativo, que são amplamente demandados por pacientes em tratamento de doenças como leucemia, câncer e hemorragias. Para garantir que os hospitais tenham sangue suficiente, a reposição contínua e regular é fundamental, pois o tempo entre a doação e a utilização do sangue é limitado. (DI Regional)
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