O caso do assassinato de Sedinei Wawczinak, de 42 anos, em junho de 2025, em linha Aparecida, interior de Paial, será julgado nesta quarta-feira, 11, no Fórum da Comarca de Chapecó. A ré é a ex-vereadora de Paial, Adriana Terezinha Bagestan, de 41 anos, que está presa desde o dia dos fatos. Ela é acusada de atirar no companheiro, enquanto ele dormia em sua residência.
O Tribunal do Júri Popular teve início às 9h. A reportagem da Belos FM acompanhará o julgamento.

Crime
O crime ocorreu na sexta-feira, 20 de junho de 2025. Conforme apurado pela investigação, Sedinei foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça, dentro da própria casa onde morava com a acusada e os filhos. Após o homicídio, a ex-vereadora fugiu do local, mas foi localizada e presa em uma área rural de Chapecó, onde permanecia escondida. Ela segue detida preventivamente. Adriana responde por homicídio qualificado, já que, segundo a acusação, o crime teria sido cometido enquanto a vítima dormia, o que caracteriza impossibilidade de defesa.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e entre familiares. Carla, sobrinha de Sedinei, manifestou-se publicamente cobrando justiça e defendendo a memória do tio. “Antes de ser um nome em uma notícia trágica, Side era nosso pilar. Era o irmão, o pai, o filho, o tio e o amigo. Era um homem com uma história, com sonhos e com uma vida arrancada de nós de forma brutal e covarde”, escreveu. Ela também demonstrou indignação com tentativas de associar o nome da vítima a supostas acusações de violência doméstica. “Nos causa uma revolta profunda ver o nome de Sedinei, um homem bom e correto, ser arrastado na lama com acusações de violência doméstica. A violência contra a mulher é uma chaga real e combatê-la é um dever de todos, mas usar essa luta sagrada como um escudo para justificar um homicídio é uma covardia”, afirmou. Na publicação, Carla reforçou que, segundo a família, não há provas que sustentem tais alegações.
A defesa de Adriana Terezinha Bagestan, representada pelo Escritório Cagliari & Signori Advogados e Associados, argumenta que “a verdade que será apresentada aos jurados é de uma mulher que sofreu violência doméstica silenciosa por aproximadamente 15 anos, em uma relação marcada por agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais. Buscamos justiça que considere a totalidade dos fatos e o contexto completo dessa relação, não apenas o episódio isolado de 20 de junho de 2025”. Alega que “a memória dos envolvidos deve ser analisada à luz das provas, não de narrativas parciais. Adriana é a mulher que todos conhecem: ex-cuidadora de idosos, ex-vereadora, agricultora dedicada, sempre ajudando a comunidade e participando ativamente dos eventos da igreja”. Conclui dizendo que “a violência doméstica não precisa de papel para ser real”.






