qui, 19 mar 2026, 19:30:17

Polícia Civil divulga detalhes de homicídio e ocultação de cadáver em Chapecó

Fotos: Divulgação | PCSC

A Polícia Civil confirmou novos detalhes sobre o caso de homicídio e ocultação de cadáver registrado na tarde de quarta-feira 18, em Chapecó. A vítima foi identificada como Anderson Alves Rodrigues, e a investigação aponta indícios de ligação com organização criminosa.

De acordo com Delegado da Delegacia de Homicídios de Chapecó, Deonir Moreira Trindade, o caso começou a ganhar forma após familiares procurarem a Delegacia de Homicídios com informações sobre o desaparecimento. “Duas tias relataram detalhes da roupa e o último local onde ele foi visto. Havia ainda a informação de que ele seria simpatizante de uma organização criminosa”, explicou.

As diligências se concentraram no bairro São Pedro, com análise de imagens e levantamento de informações que indicavam que a vítima poderia estar em uma área de mata. A equipe avançou pela região do bairro Boa Vista, onde percebeu movimentação suspeita e ouviu vozes e barulhos de ferramentas.

Durante a tentativa de abordagem, quatro indivíduos fugiram pela mata. No local, foram encontrados objetos abandonados, como chinelos, boné, roupas e ferramentas utilizadas para cavar. Com apoio da Polícia Militar, da Guarda Municipal de Chapecó e do Serviço Aeropolicial de Fronteira, os suspeitos foram localizados após cerca de duas horas de buscas.

Um dos homens foi capturado descalço, com vestígios de cal nas mãos, e resistiu à prisão. Segundo a polícia, dois dos envolvidos chegaram a agredir agentes, sendo que um deles mordeu um policial durante a contenção.

Os quatro suspeitos, com idades de 19, 21, 24 e 34 anos, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver, resistência e lesão corporal. Conforme a investigação, há fortes indícios de que eles também tenham participado diretamente do homicídio, já que sabiam a localização do corpo e estavam finalizando a ocultação com uso de cal, substância que acelera a decomposição.

Ainda conforme a Polícia Civil, um dos presos havia rompido a tornozeleira eletrônica dias antes, após fugir de outra prisão em flagrante.

O comandante da Polícia Militar, Antônio, destacou a integração entre as forças de segurança. “Foi uma ação complexa, com troca rápida de informações, que possibilitou o apoio imediato e a captura dos envolvidos”, afirmou.

Dados do sistema policial apontam que a vítima possuía 23 registros, enquanto os suspeitos também têm extensa ficha criminal: um deles acumula 46 passagens, outro 42, além de registros de 10 e 14 ocorrências entre os demais.

A causa da morte, segundo informações preliminares, pode estar relacionada a disparos de arma de fogo, mas a confirmação depende do laudo pericial. A identificação oficial do corpo ainda aguarda reconhecimento por familiares.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime e eventuais conexões com o crime organizado.

Com informações Clic RDC

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