sáb, 16 maio 2026, 02:26:44

Empresário do Meio-Oeste foi morto com requintes de crueldade

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Divisão de Investigação Criminal de Videira, concluiu o inquérito policial que investigava a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, conhecido no ramo funerário em Videira e Lebon Régis. O caso, que gerou grande repercussão na região, foi tratado como homicídio doloso qualificado por envenenamento.

Conforme a investigação, Pedro Rodrigues Alves foi internado em estado grave no dia 5 de fevereiro no Hospital Divino Salvador. Durante a permanência na UTI, exames complementares foram solicitados após a vítima não apresentar resposta ao tratamento. Os resultados apontaram intoxicação exógena causada por substâncias como carbamato ou organofosforado. O empresário morreu no dia 15 de fevereiro.

Após a confirmação do óbito, a Polícia Civil requisitou exame cadavérico e deu início a uma série de diligências, incluindo quebra de sigilos autorizada pela Justiça. Segundo a DIC de Videira, as análises técnicas e o levantamento de comunicações foram fundamentais para esclarecer o caso.

As investigações apontaram que a esposa da vítima mantinha um relacionamento extraconjugal há mais de um ano e teria agido em conjunto com o suposto amante para planejar e executar o crime. A Polícia Civil sustenta que substâncias tóxicas teriam sido inseridas gradativamente na rotina da vítima entre janeiro de 2026 e o período da internação.

Entre os elementos apurados estão o suposto uso de metanol em cervejas consumidas pelo empresário, soda cáustica em medicamentos e “chumbinho”, produto clandestino proibido pela Anvisa.

De acordo com o inquérito, o casal teria planejado a morte motivado pelo desejo de viver junto e por possível interesse patrimonial. A investigação também identificou indícios de tentativa de destruição de provas físicas e digitais, além da simulação de morte por causas naturais.

Segundo a Rádio Videira, outro ponto destacado pela Polícia Civil é que a investigada teria realizado pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde da vítima durante a internação.

Durante o andamento das investigações, os suspeitos chegaram a ser presos temporariamente. Com o avanço do inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, posteriormente deferida pela Justiça.

Atualmente, a mulher permanece presa em Chapecó, enquanto o homem está detido em Palmas, no Paraná. Ambos foram interrogados na presença de advogados e optaram por permanecer em silêncio.

Com a conclusão do inquérito, os dois foram indiciados por homicídio doloso qualificado, com agravantes de motivo torpe, uso de veneno e meio cruel, circunstâncias que, segundo a Polícia Civil, impossibilitaram a defesa da vítima.

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