dom, 14 jun 2026, 01:00:13

Brasil fica no empate na estreia da Copa do Mundo

Brasil fica no empate na estreia da Copa do Mundo
Foto: KEVIN C. COX / GETTY IMAGES NORTH AMERICA

A estreia do Brasil na Copa do Mundo foi um reflexo do que significa a Seleção Brasileira. A tradição do único Penta levou 80.663 pessoas ao MetLife Stadium, rebatizado de New York/New Jersey durante a competição, o maior público até agora e provavelmente de toda a primeira fase. A atualidade fez o time de Carlo Ancelotti e quase todos de verde e amarelo aceitarem que o empate em 1 a 1 com Marrocos ficou de bom tamanho. 

Tudo na etapa inicial, uma magia de Vini Jr respondeu a uma pane geral de todo o sistema defensivo brasileiro. Na semana que vem, o adversário é o Haiti. Depois, fecha contra a Escócia um grupo duríssimo.

O primeiro toque na bola de Marrocos foi para dar um balão para lateral. Assim como faz Luis Enrique no PSG, com a ideia de pressionar já no ataque. Não deu em nada, mas mostrou o plano dos adversários. 

E essa postura encontrou um Brasil claramente tenso. Os passes não saíam com naturalidade, as movimentações eram duras. E Marrocos flutuava. Tocava e andava. Mexia. Movimentava. 

Poderia ter aberto o placar aos seis minutos. Em jogada pela esquerda, a bola sobrou para Neil El Aynaoui sozinho na entrada da área. Ele chutou e Casemiro bloqueou na hora certa.

Parecia certo o gol de Marrocos. Só que aí Vini Jr apareceu. Lançado na esquerda, ele ganhou de Hakimi e cruzou. Inexplicavelmente, Igor Thiago não completou. 

O lance deu mais confiança ao Brasil. Ao menos os passes começaram a fluir, a bola passou a andar. E aí parecia certo o gol do Brasil.

Mas foi Marrocos quem fez. A bola foi perdida no meio do campo. Brahim Díaz, solto e com espaço, achou Saibari no meio de Gabriel Magalhães e Marquinhos, antes de Alisson. Os zagueiros não chegaram, o goleiro ficou no meio do caminho e o centroavante marroquino deu só um toque para fazer 1 a 0 aos 20 minutos.

Um tombo para a maior parte dos quase 80 mil torcedores. E a torcida de Marrocos, sempre tão barulhenta, pôde se manifestar.

Foram 11 minutos de uma pressão maior ainda para o Brasil. Paquetá errou quatro passes nesse período. Casemiro chegou atrasado em dois botes. Ibañez precisou fazer uma falta e levou cartão.

Só um jogador estava leve, como se estivesse em casa. No caso, no Santiago Bernabeu. 

Vini Jr, aos 31, recebeu na esquerda. Tocou para Bruno Guimarães, que perdeu tempo, mas fez a coisa certa, devolveu para o camisa 7. Ele trouxe para dentro, ajeitou e encheu o pé, estufou a rede, correu, abriu um sorrisão, comemorou com a galera.

O empate trouxe alívio. Um ajuste de Ancelotti, trocando Raphinha e Paquetá de lado, proporcionou uma chance derradeira na etapa inicial. Paquetá, de voleio, meio fraco, obrigou Bono a espalmar para o lado.

Mas a verdade é que o intervalo trouxe sensação melhor para os brasileiros do que para os marroquinos.

Segundo tempo

Ancelotti mexeu no vestiário. Os dois pendurados, Ibañez e Casemiro, saíram para entradas de Danilo e Fabinho.

Igor Thiago, enfim, concluiu uma vez. Em um lateral cobrado rapidamente por Paquetá, ele bateu de pé esquerdo, Bono espalmou.

O ambiente ficou blasé. Costuma acontecer em Copa do Mundo. Sem aquele costume do time, o torcedor da Seleção, de qualquer seleção, dá uma murchada. 

Marcava 60 minutos nos placarzões e telões nas esquinas das arquibancadas quando o barulho reapareceu. É que Ancelotti fez duas trocas, animando a galera. Saíram Igor Thiago e Lucas Paquetá, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique.

A Seleção tomou um susto quando Douglas Santos levou um drible de vinheta de TV na esquerda. O cruzamento foi afastado por Danilo. 

A Seleção se encheu de esperança quando Matheus Cunha deu um passe teleguiado para Vini Jr na ponta. Ele rolou para trás e Raphinha chegou chutando, mas sem força, nas mãos do goleiro.

A última troca de Ancelotti, percebendo o perigo no meio, foi de renovar o fôlego. Trocou Bruno Guimarães por Danilo Santos, o Danilo do Botafogo. Endrick ficou para outro dia.

Os minutos se passaram e aumentaram a tensão e o cansaço, potencializado pelo calorão de 30ºC mesmo no finalzinho da tarde. Brasil e Marrocos aceitaram o empate. 

Possivelmente, ambos se creem melhores do que Escócia e bem melhores do que o Haiti. Quem fizer mais gols será o primeiro. Mas há muito a ajustar. (Gaúcha ZH)

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