Motoristas terceirizados que atuam nas obras da SC-283, entre os municípios de Seara e Arvoredo, paralisaram seus trabalhos.
Segundo os trabalhadores, a mobilização ocorre devido ao atraso nos pagamentos por parte da empresa responsável pelos serviços (Consórcio Compasa/Ellenco). De acordo com relatos obtidos no local, alguns profissionais afirmam estar sem receber há três ou até quatro meses.
Os motoristas informaram que a decisão coletiva é manter todos os caminhões parados até que os valores em atraso sejam quitados integralmente. Conforme os trabalhadores, a situação afeta tanto motoristas quanto empresas terceirizadas contratadas para atuar na obra.
Também foi relatado que o britador está sem funcionamento devido a questões de energia elétrica. Os cabos foram retirados devido a falta de pagamento por parte da Compasa/Ellenco.
Durante a manhã, a reportagem esteve no local e conversou com um representante da empresa responsável pelos trabalhos. Na ocasião, foi informado que a paralisação dos caminhões estaria relacionada a fatores operacionais, como condições climáticas adversas, especialmente a neblina, além de questões envolvendo abastecimento de diesel e disponibilidade de material.
No entanto, os motoristas presentes no britador apresentaram uma versão diferente. Segundo eles, a principal causa da interrupção das atividades é a falta de pagamento. Ainda conforme os relatos, existem terceirizados que possuem valores elevados a receber. Alguns afirmam que os débitos acumulados ultrapassam a marca de R$ 500 mil.
A reportagem também obteve informações junto à Coordenadoria Regional Oeste. Segundo Gilberto Tomasi, representante do órgão, os pagamentos do Governo do Estado à empresa responsável pela obra estariam sendo realizados dentro da normalidade e sem atrasos.
Diante disso, a principal reivindicação dos trabalhadores está direcionada ao cumprimento das obrigações financeiras da empresa junto aos prestadores de serviço e funcionários terceirizados.

Ameaça de abandono da obra
Os motoristas afirmam que, caso a situação não seja resolvida nos próximos dias, existe a possibilidade de abandono total das atividades por parte dos trabalhadores envolvidos na obra.
Por enquanto, a posição do grupo é manter os caminhões fora de operação até que haja uma solução para os pagamentos pendentes.
A reportagem segue acompanhando o caso e permanece à disposição da empresa citada para eventuais esclarecimentos ou atualização das informações.








