seg, 3 ago 2026, 00:27:38

Morre aos 86 anos Bagre Fagundes, ícone da música gaúcha

Euclides Fagundes Filho, conhecido nacionalmente como Bagre Fagundes, morreu neste domingo (2), aos 86 anos, em Porto Alegre. A informação foi confirmada por seu filho, Ernesto Fagundes.

Um dos maiores representantes da cultura tradicionalista do Rio Grande do Sul, Bagre estava internado no Hospital Ernesto Dornelles desde maio, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória após se engasgar durante o almoço em sua residência, na Capital. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório.

Natural de Uruguaiana e criado em Alegrete, Bagre dedicou a vida à valorização da música regional gaúcha. Ao lado do irmão, Nico Fagundes, foi coautor de Canto Alegretense, uma das composições mais emblemáticas do Estado e considerada um verdadeiro hino da cultura gaúcha.

Com sua tradicional gaita de quatro baixos, percorreu o Rio Grande do Sul levando a música nativista e preservando as tradições do povo gaúcho. Também foi integrante do grupo Os Fagundes, formado por membros da família e responsável por manter vivo o legado musical construído ao longo de décadas.

Foto: Grupo RBS

Bagre iniciou sua carreira ainda jovem em uma rádio de São Borja e, ao lado do irmão Nico e dos filhos, construiu uma trajetória marcada por apresentações, festivais e gravações. Antes da criação de Os Fagundes, integrou os grupos Os Angüeras e Grupo Inhanduy, conquistando importantes festivais nativistas do Estado.

Além da música, também participou do cinema ao atuar no filme O Grande Rodeio, dirigido por Nico Fagundes, reforçando sua contribuição para a cultura gaúcha em diferentes áreas.

Casado por mais de 60 anos com Marlene Vilaverde, Bagre deixa os filhos Euclides (Neto Fagundes), Ernesto, Luciana e Paulinho, além de netos, familiares e admiradores.

Sua morte representa uma grande perda para a música regional e para a cultura do Rio Grande do Sul. O legado de Bagre Fagundes permanecerá vivo por meio de suas canções, especialmente Canto Alegretense, obra que atravessou gerações e se tornou símbolo da identidade gaúcha.

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