O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e tratava um câncer de próstata há cerca de um ano. A doença foi apontada como causa da morte.
A informação foi confirmada pela assessoria do cantor. Os detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda serão divulgados.
Reconhecido por unir o samba a elementos românticos e da música popular, Benito di Paula construiu uma trajetória marcante e conquistou gerações de admiradores com sua voz característica, o talento ao piano e um repertório que atravessou décadas.
Entre seus maiores sucessos estão canções que se tornaram clássicos da música brasileira, como “Retalhos de Cetim”, “Meu Amigo Charlie Brown”, “Mulher Brasileira” e “Do Jeito Que a Vida Quer”.
Apesar de passar um longo período sem lançar novas canções, o artista voltou aos estúdios em 2021, quando lançou o álbum O Infalível Zen, em parceria com o filho, Rodrigo Vellozo. Na época, Benito contou que havia revisitado clássicos de sua carreira e recuperado rascunhos de composições.
“Eu nunca estive na mídia, quem esteve na mídia foi a minha música”, afirmou o compositor em entrevista recente. Na mesma entrevista, também comentou sobre as dificuldades enfrentadas ao longo da trajetória: “Sofri muita censura da minha própria gravadora”, reclamou.
Com um estilo próprio e uma interpretação intensa, Benito di Paula aproximou o samba da música romântica e conquistou um lugar de destaque na história da música popular brasileira.
Sua morte representa uma perda para a cultura nacional e deixa como legado uma obra que permanece viva na memória e no repertório de diferentes gerações de brasileiros.









