Aproximadamente 2 mil caminhoneiros brasileiros, paraguaios e uruguaios estão parados há mais de 10 dias na fronteira entre Argentina e Chile. As informações são da Associação Brasileira de Transportes Internacionais, ABTI. O motivo é a ampliação das medidas sanitárias para entrada de motoristas estrangeiros no país, que devem apresentar testes negativos de Covid-19.
Segundo o ND, há centenas de motoristas da Região Oeste de Santa Catarina. 40 deles são de Chapecó. “Não tem espaço físico e atendimento adequado aos motoristas e todos ficam à mercê do nada. Isso é um absurdo. Hoje o prejuízo é incalculável para o transportador e o motorista. Ficar 10 dias sem água, comida, banheiro e sujeito a assaltos. Sem contar que esse motorista tem que cuidar do produto, está longe da família e precisa produzir para ganhar. O dano psicológico é o pior”, disse Lenoir Gral, sócio proprietário da empresa Transportes Gral.
A diretora executiva da ABTI, Gladys Vinci, afirma que a decisão chilena como exagerada. Ela cita que a preocupação é quanto aos caminhoneiros que testaram positivo, pois precisam de atendimento médico.
Como forma de protesto contra a medida, motoristas decidiram bloquear o tráfego sentido Chile-Argentina. A mobilização é espontânea, mas ainda não há previsão de liberação nas viagens.








