ter, 4 ago 2026, 14:42:44

Extremistas cogitavam explodir prédio onde acontecerá debate presidencial

Extremistas cogitavam explodir prédio onde acontecerá debate presidencial
Foto: Polícia Civil

Uma ação integrada de polícias Civis de vários Estados desarticulou um grupo que planejava atos terroristas no país. Uma das cogitações era explodir um prédio onde acontecerá debate de candidatos presidenciais antes do segundo turno das eleições deste ano. Denominada Operação Rede Interrompida, a ação policial cumpre oito mandados de busca e apreensão. Um deles em Canoas, na Grande Porto Alegre.

A operação é da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que pediu apoio à Polícias Civis de outros Estados para cumprir mandados em São Paulo, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Ciberlab (Laboratório Cibernético) do Ministério da Justiça também participam da investigação. 

As pistas indicam que os aspirantes a terroristas usavam grupos no Telegram e sites de Darkweb para se comunicar. Compartilhavam plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central de Brasília, enquanto discutiam possíveis ações para o período das eleições de 2026. Elas aconteceriam para atrapalhar o debate entre os dois finalistas do pleito presidencial.

As conversas também faziam referências frequentes à capital federal como destino de uma mobilização capaz de gerar tumulto na véspera do segundo turno das eleições. O prédio exato onde ocorreria a ação extremista não foi divulgado pela Polícia Civil.

Os participantes dos chats extremistas têm idade entre 19 e 31 anos e são todos homens. Eles também compartilhavam manuais para fabricação de artefatos explosivos, informação que motivou o cumprimento das buscas. Os principais alvos são celulares e computadores dos investigados. Em Brasília, na casa de um investigado, foram apreendidas armas e uma bandeira Confederada (usada pelos separatistas do Sul durante a guerra civil norte-americana e hoje considerada símbolo para grupos supremacistas).

Em Canoas as buscas foram realizadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Conforme o delegado Gustavo Bermudes, o alvo reside numa residência humilde do bairro Rio Branco. O homem, de 23 anos, está desempregado. Na casa dele foi encontrada a capa de um colete balístico. Ele não tem antecedentes criminais. 

Os investigados estão sujeitos a responder pelos crimes de organização criminosa (cuja pena varia de três a oito anos de prisão) ou até terrorismo (que varia de 12 a 30 anos de reclusão). (Gaúcha ZH)

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