qui, 2 jul 2026, 20:21:25

Falso advogado é procurado por aplicar golpes milionários na região

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Xanxerê, investiga um esquema de estelionato e falsificação de documentos que teria sido praticado por Gabriel Felipe da Silva, de 31 anos. O suspeito, que está foragido, se apresentava falsamente como advogado utilizando o sobrenome “Maçaneiro” para conquistar a confiança das vítimas.

De acordo com as investigações, coordenadas pelo delegado regional Vinícius Buratto Iunes, os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2024 e 2026. O investigado fazia parte do círculo social das vítimas e dizia manter relações com magistrados e com um renomado escritório de advocacia de Blumenau, alegando ser responsável pela condução de processos judiciais.

A partir dessa falsa relação de confiança, Gabriel teria obtido acesso a informações financeiras, dispositivos eletrônicos, senhas bancárias e cartões de crédito das vítimas. Segundo a Polícia Civil, ele realizava empréstimos de alto valor, administrava cartões, abria contas em instituições financeiras sem autorização e movimentava recursos em nome das vítimas.

As investigações apontam ainda que o suspeito produzia decisões e mandados judiciais falsificados, supostamente emitidos pela Justiça Federal. Os documentos utilizavam nomes de juízes reais e linguagem técnica para dar aparência de autenticidade. Em um dos casos, o investigado afirmava que as vítimas estavam sendo monitoradas pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e ameaçava a prisão de familiares caso houvesse qualquer tentativa de questionar sua atuação.

Diante da gravidade dos fatos, a Vara Regional de Garantias de Concórdia atendeu aos pedidos da Polícia Civil e decretou a prisão preventiva do investigado, além de determinar o bloqueio de até R$ 550 mil em ativos financeiros vinculados a Gabriel e à sua companheira. Também foi autorizada a inclusão de restrição de transferência, via Renajud, sobre um veículo relacionado ao caso.

A Polícia Civil informou que, apesar das diligências realizadas, o paradeiro do suspeito ainda não foi localizado. Por esse motivo, sua imagem está sendo divulgada para auxiliar na captura e possibilitar que outras pessoas eventualmente lesadas possam reconhecê-lo e registrar ocorrência.

As investigações também confirmaram, por meio de consultas ao Cadastro Nacional dos Advogados (CNA/OAB) e aos sistemas do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que Gabriel Felipe da Silva não possui registro na Ordem dos Advogados do Brasil e que os processos apresentados por ele às vítimas simplesmente não existem.

A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o paradeiro de Gabriel Felipe da Silva seja repassada, de forma anônima, à delegacia mais próxima ou pelos canais oficiais da corporação.

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