dom, 31 maio 2026, 13:41:34

Justiça decreta a falência do tradicional Grupo Bokitu’s

A Vara Regional de Falências e Recuperações Judiciais de Concórdia decretou a falência do Grupo Bokitu’s, após mais de um ano de tramitação do pedido de recuperação judicial. A decisão, assinada pelo juiz responsável pela área empresarial, converte o processo de recuperação em falência, encerrando oficialmente a tentativa de reestruturação das empresas.

O grupo era formado por Bokitu’s Padaria, Confeitaria e Lancheria Ltda, GBA Indústria, Comércio e Transportes Ltda, Padaria e Confeitaria Mcecília Ltda, Padaria Pinherus Ltda, Panificadora e Confeitaria Hellô Ltda e, mais recentemente, pela Albatroz Investimento e Participação Empresarial Ltda, que havia assumido o controle societário.

De acordo com a sentença, a decisão foi tomada após a constatação de paralisação total das atividades de quatro das cinco empresas, ausência de faturamento e de funcionários, além do descumprimento do plano de recuperação judicial. O processo também apontou irregularidades administrativas, como mudanças contratuais sem autorização judicial e falta de prestação de contas.

O juiz fixou o termo legal da falência em 8 de dezembro de 2022 e manteve a Laspro Consultores Ltda. como administradora judicial da massa falida, responsável pela gestão do processo e pela comunicação com os credores.

A partir de agora, os credores devem apresentar habilitações e divergências de crédito, conforme determina a Lei de Falências e Recuperações Judiciais (Lei 11.101/2005). Ainda conforme informações, os sócios proprietários poderão responder por ação penal caso sejam comprovadas manobras fraudulentas.

Com a decisão, o processo entra na fase de liquidação e levantamento de bens, etapa que deve definir o pagamento dos credores e o encerramento definitivo das atividades do grupo, que foi um dos mais tradicionais do setor de panificação em Concórdia e região.

Protesto de funcionários

Conforme o Portal Aliança News, em 17 de junho, funcionários da empresa Bokitu’s realizaram um protesto em frente à unidade da empresa, que se estendeu até a BR-153, nas proximidades do principal acesso ao município. O ato teve como foco o atraso no pagamento de salários e a falta de depósito do FGTS há cerca de um ano e meio.

Os trabalhadores também relataram falta de transparência na gestão da empresa, o que gerou ainda mais preocupação entre os colaboradores que aguardavam uma solução para a crise financeira do grupo.

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