Manifesto pede por justiça pela morte de jovem em Descanso

Na tarde do sábado, dia 3, familiares, amigos e conhecidos de Mauricéia Estraich realizaram um manifesto pedindo por justiça e respostas pela morte da jovem de 21 anos, ocorrida no último domingo, dia 28, após incêndio na sua casa.

Uma carreata foi realizada das proximidades da Polícia Civil de Descanso até a residência que ficou destruída pelo fogo. No local, cartazes e fotos de Mauricéia foram expostos, mostrando o carinho da comunidade com a jovem e pedindo por justiça. O pai da jovem, o religioso Dom Armindo Estraich, também esteve no local e junto com os demais participantes fez orações e homenagens.

ENTENDA O CASO

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Descanso, Cléverson Luis Müller, que está à frente da investigação do caso, a singularidade do acontecimento inquietou a guarnição diante da constatação dos fatos que se sucederam. No corpo de Mauriceia Estraich, vítima do incêndio, foi constatado sinais de que ela se encontrava ainda com vida quando iniciou o fogo, pois há lesões nas vias respiratórias que comprovam que ela havia respirado gases quentes. Isso levou os policiais a começarem a investigação acerca de um possível feminicídio, ainda no domingo.

No período da tarde do mesmo dia, diversas informações foram colhidas pelas equipes, e testemunhas foram chamadas para depor. Cléverson afirma que diante dos fatos, colocou todos os policiais civis da comarca a serviço, para intimar pessoas que tivessem algum vínculo com a jovem. Sete pessoas foram ouvidas no mesmo dia, entre elas, um homem, cujo depoimento chamou atenção da Polícia Civil. Conforme o delegado, o relato deste suspeito não estava coerente com as demais pessoas ouvidas, mesmo tendo sido questionado novamente sobre as alegações. Sendo assim, este suspeito foi preso por falso testemunho, além de ter contra ele outras provas e elementos que confirmam a versão de demais testemunhas.

Porém o delegado afirma que a polícia não se deu por satisfeita, e prosseguiu com a investigação, levantando novas informações. “Conversei com o médico legista e alguns técnicos e auxiliares e verificamos que no corpo da Mauricéia alguns indícios coletados não são comuns no caso de corpo carbonizado. Isso reforçou nossa tese de que esse incêndio não teria sido acidental”, diz. Ainda segundo o policial, há diversas provas que confirmam que o suspeito estava na casa da jovem momentos antes do início das chamas. Outro fato que chamou a atenção do delegado é que o suspeito tentou fugir no momento em que recebeu o primeiro mandado de prisão. Cléverson relata que o Poder Judiciário de Descanso decretou a prisão temporária desse suspeito de participação no envolvimento da morte de Mauricéia, e como ele já havia sido preso por falso testemunho, o mandado foi cumprido na própria unidade.

As investigações seguem no município, e o corpo será encaminhado para o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso para que seja feita uma análise sobre o que pode ter causado a morte da jovem antes do incêndio. Outro fator que reforça a tese é que dois cachorros da vítima se salvaram e estavam fora da residência. “Esses animais permaneciam no interior da residência a noite, o que significa que a porta foi aberta. Além disso o suspeito tinha conhecimento que a vítima estava sozinha na residência onde morava com seu companheiro, que não estava no local”, afirma.

Com a prisão temporária, há um prazo de 30 dias para que seja concluído o inquérito policial, podendo ser prorrogado. “Enquanto não concluir o inquérito policial não descartamos outras linhas de possibilidades, seja na tese de acidente, suicídio, ou ainda homicídio por parte de outras pessoas. Mas a principal linha de investigação é essa. A polícia vai continuar trabalhando e aguardando todos os laudos periciais”, sinaliza Müller. As informações trazidas pela população são de extrema importância, e podem ser fornecidas pelos canais de comunicação da Polícia Civil do município, pelo 181 ou WhatsApp no (49) 3623-0139.

Com informações Folha do Oeste

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