O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou na manhã desta quarta-feira (27) a Operação “Proxies”, que investiga um grupo suspeito de fraudar licitações e praticar sonegação fiscal em Concórdia e Xanxerê.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As ações ocorreram em empresas e residências nos municípios de Concórdia, Xanxerê e Florianópolis.
De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que os suspeitos utilizavam empresas de fachada registradas em nome de “laranjas” para participar de certames públicos e ocultar irregularidades fiscais. As apurações também identificaram a existência de um núcleo decisório comum, sustentado por vínculos familiares, operacionais e documentais.
Segundo o GAECO, as empresas eram utilizadas de forma articulada tanto para fraudar processos licitatórios quanto para a prática de sonegação fiscal. As condutas investigadas podem ter causado prejuízos aos princípios da legalidade, impessoalidade, isonomia e competitividade da Administração Pública.
Durante as diligências, foram apreendidos documentos, celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. Todo o material será encaminhado à Polícia Científica para exames periciais e análise da equipe de investigação.
As investigações seguem sob sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Nome da operação
O nome “Proxies” faz referência ao modelo de atuação identificado pelos investigadores, no qual os envolvidos teriam exercido controle indireto e oculto das empresas por meio de representantes formais, procurações e interpostas pessoas.
A palavra “proxy”, em inglês, significa representante ou intermediário que atua em nome de terceiros.
Sobre o GAECO
O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC




