A Polícia Civil de Concórdia, através da Divisão de Investigação Criminal (DIC/Fron) concluiu inquérito policial e indiciou um empresário do ramo de farmácia pela prática do crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
No dia 6 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em uma farmácia, oportunidade em que foram apreendidos diversos medicamentos.
Durante a instrução do Inquérito Policia, concluiu-se que um dos medicamentos era de uso restrito e proibido fora de hospitais, além de não ter sido produzido e nem importado pelo Brasil. Outros medicamentos eram provenientes do Paraguai e não ingressaram licitamente no País, sendo que, alguns, ainda, estavam com sua circulação proibida pela ANVISA desde o ano de 2006.
Além disso, outros medicamentos não possuíam qualquer documentação acerca de sua aquisição, sendo que o estabelecimento comercial em questão sequer possuía autorização para a venda deles perante a ANVISA.
O investigado M. R., 58 anos, foi indiciado e continua recolhido no Presídio Regional de Concórdia, já que responde também por duas tentativas de homicídio registradas em comunidade do interior de Concórdia. Ele seria o suposto mandante dos crimes.
Os dois processos são independentes. Um pelo crime dos medicamentos proibidos comercializados de forma ilegal e outro pelas tentativas de assassinar um agricultor.
Depois da prisão de dois autores que dispararam contra um agricultor no final do ano passado e no começo desse ano, ambos confessaram que M.R., 58 anos, seria o mandante do crime. As tentativas de homicídio foram registradas em Linha Rui Barbosa.
Nesse caso, três foram presos, incluindo o empresário. Todos devem ser levados a julgamento através de júri popular.

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