seg, 8 jun 2026, 15:34:22

Prefeitura de Concórdia será responsável pela remoção, cuidado e envio para adoção dos mais de 400 gatos em apartamento

Prefeitura de Concórdia será responsável pela remoção, cuidado e envio para adoção dos mais de 400 gatos em apartamento

O caso que ganhou repercussão nacional, dos mais de 400 gatos vivendo em um apartamento em Concórdia, chega ao seu desfecho. A Administração Municipal anunciou que vai fazer a remoção dos animais, encaminhando-os para avaliação veterinária em cinco clínicas credenciadas. Em seguida, os animais vão permanecer em quarentena, para então serem castrados. Depois de todo o tratamento clínico e da castração, os gatos vão para um lar provisório, mantido pela Administração Municipal, para serem disponibilizados para adoção. Os procedimentos foram anunciados nesta segunda-feira, 8 de junho, em coletiva de imprensa convocada pelo Executivo Municipal. 

Embora a responsabilidade pelo acúmulo dos animais seja da tutora, o município vai tomar as providências necessárias para remoção e atendimento, inclusive arcando com os custos de todo o processo, até que os animais sejam adotados. “O município já atua fortemente na Proteção Animal e neste caso não será diferente. Mas é importante destacar que vamos buscar o ressarcimento das despesas na esfera judicial. Temos que tomar providências para não ocorrerem outras ações irresponsáveis que causem sofrimento animal e problemas de saúde pública”, pondera o prefeito, Fábio Ferri.

Cinco clínicas veterinárias vão fazer a triagem e avaliação dos gatos – Canikat’s, Pet Life, AnjoPet, Le Petit e Dogs & Cia. A remoção dos animais será feita conforme a capacidade de atendimento das clínicas. Em seguida, os gatos ficarão em quarentena e serão encaminhados para o Instituto Federal Catarinense – IFC, para castração. Após os atendimentos clínicos, os animais vão permanecer em um abrigo provisório, que será administrado pela clínica Anjo Pet, com acompanhamento veterinário, enquanto aguardam a adoção responsável. Conforme informação da Diretoria de Proteção Animal, a população de gatos no apartamento já reduziu, por questões de mortalidade e outros que acabaram escapando, já que algumas das telas de proteção estão danificadas. 

O caso desses animais se arrasta há, pelo menos, 10 anos, com a dona do imóvel acumulando centenas de gatos. O que começou com um casal de animais, tornou-se um sério problema de superpopulação, acarretando maus-tratos e questões de saúde pública. O município tomou conhecimento do caso em outubro do ano passado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e da Diretoria de Proteção Animal, que acionou o Ministério Público. O órgão havia determinado, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta – TAC que a tutora tomasse as providências necessárias para atendimento e castração dos animais, o que não ocorreu. Foi instaurado inquérito para investigação de maus-tratos.

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