qui, 9 abr 2026, 08:14:21

Preso casal suspeito de aplicar golpe de R$ 14 milhões em Chapecó

A Polícia Civil de Chapecó, por meio do Departamento de Investigação Criminal (DIC) – Delegacia de Repressão a Roubos, prendeu preventivamente, na tarde desta quarta-feira (8), um empresário natural de São Borja e uma arquiteta natural de Chapecó, investigados por uma série de crimes de estelionato. O prejuízo causado às vítimas ultrapassa R$ 14 milhões.

Segundo as investigações, o casal fundou, em 2023, uma empresa de engenharia e arquitetura em Chapecó, passando a atuar na construção de residências de alto padrão. Os contratos firmados com clientes variavam entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões.

A apuração aponta que os investigados assumiam diversas obras simultaneamente, captando recursos de vários clientes ao mesmo tempo e adquirindo materiais de construção no comércio local para pagamento posterior. No entanto, ao final dos prazos, as obras apresentavam execução de apenas cerca de 15%.

No fim de 2025, os suspeitos deixaram Chapecó. Ainda no mesmo ano, teriam aberto uma nova empresa com outro CNPJ para continuar aplicando golpes semelhantes, conforme a Polícia Civil.

Com o aumento dos registros de ocorrência, os casos passaram a ser investigados de forma conjunta pela Delegacia de Repressão a Roubos, que instaurou inquérito pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Após diligências, os policiais localizaram o casal em São Borja, onde estavam construindo uma residência para uso próprio. A partir dos depoimentos das vítimas e das provas reunidas, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva e mandados de busca e apreensão, que foram autorizados pela Justiça após manifestação do Ministério Público.

A prisão foi realizada com apoio da Delegacia de Polícia da Comarca de São Borja. Durante a ação, foram apreendidos dois celulares, R$ 21,5 mil em dinheiro, uma CPU de computador e 18 cartões de crédito.

Os investigados foram interrogados, mas optaram por permanecer em silêncio, informando que irão se manifestar apenas em juízo.

Após os procedimentos legais, ambos foram encaminhados ao sistema prisional de São Borja, onde permanecem à disposição da Justiça.

O inquérito policial deve ser concluído no prazo de até 10 dias.

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