Secretaria de Educação de Concórdia afasta professora após denúncia de supostos maus-tratos

Foto Ilustrativa: Thinkstock

A Secretaria de Educação de Concórdia está apurando uma denúncia realizada por pais, por conta de supostos maus-tratos cometidos por uma professora em um CMEI de Concórdia.  Conforme a SEMED, todos os fatos estão sendo investigados e a servidora foi afastada do cargo por 15 dias, podendo ser ampliado pelo mesmo período, até que as averiguações das denúncias sejam feitas. O caso também já foi repassado ao Ministério Público.

A imprensa também ficou sabendo do fato, depois do relato de alguns pais e de um avô de uma das crianças que estuda no referido Centro Municipal de Educação Infantil. O avô, que se diz indignado com a situação, pede para que seja investigado o caso e que, se confirmado, providências urgentes sejam tomadas. Ele conta que ficou sabendo neste início de semana sobre os fatos, já que as informações começaram a surgir no final de semana.

O departamento de jornalismo recebeu ainda partes das conversas das mães, que relatam as situações, algumas que se tornaram frequentes, mas que até então, não haviam suspeitado das atitudes da professora em questão. 

Alguns dos relatos recebidos pela reportagem são mais fortes e demonstram a repetição dos fatos. A cópia nos textos não é fiel, aos “prints” recebidos, pela não inclusão dos nomes e a correção de alguns erros de digitação:

“Eu já passei por isso com meu outro filho. Na época a professora foi trocada de turma. Mas, esse ano falei que se acontecesse com “o” (nome da criança) eu não deixaria passar. Dito e feito. Ele não quer mais ir e ele vê a “profe” (nome da professora) que ele entra em desespero. Ele conta que ela grita muito. Falando com outra mãe, o relato foi pior, tem a ver com tapas na cabeça”… Conta uma mãe em um dos relatos através de um grupo de WhatsApp.

“O meu também não quer mais ir no CMEI, de jeito nenhum. Quando é outra professora ele vai super de boa. Quando vê a (nome da professora), se agarra em mim com os braços e as pernas e não tem quem tire. Além de que ele voltou a fazer xixi nas calças, coisas que não fazia há muito tempo”… Relatou outra mãe pelo grupo na rede social.

“A minha filha também regrediu, parece ter medo de pedir para ir ao banheiro. Acorda chorando durante a noite, não quer ficar sozinha, sempre com a luz ligada. Depois dos relatos das mães comecei a ter um olhar mais atento as brincadeiras dela”… Fala outra mãe.

“Oi mamães, por aqui também, a (nome da criança) começou a fazer xixi nas calças, coisa que nunca aconteceu, uma vez já me falou que a profe beliscou, mas por ela estar em uma fase que anda meio inventando algumas situações, não dei atenção pra isso! Mas vou estar conversando com ela”… Outra mãe comenta na rede social.

“No mês de janeiro quando a profe (nome da professora) começou no 3B, a (nome da criança) apresentava resistência pra entrar na sala..daí na hora de arrumar pra ir pra escola virou uma tortura..sempre falando que não queria ir e tal..saí do trabalho mais cedo pra conversa com a diretora. Expliquei o que tava acontecendo pois estava ficando preocupada..ela deu a desculpa que poderia ser porque a sala era nova… Profe nova…e q algumas crianças tem mais resistência a mudanças..pedi ajuda porque não tava sabendo mais como lidar com a situação…ela disse q ia conversar com as profes…e tudo certo..só q a (nome da criança) já vinha apresentando esses sinais desde o começo do ano..e eu deixando de lado..até ficar sabendo do ocorrido com outras crianças também..ainda me sinto muito mal por isso”, lamenta uma mãe.

“Bom dia, a (nome da criança) começou a conversar sobre o CMEI a pouco tempo. Sempre tive certa dificuldade para ela ficar principalmente nas segundas e após ficar em casa. A primeira coisa que ela falou foi “a po puxou o cabelo da (nome da criança)”. Perguntei como, enfim ela não falou. Aí falei para as profes. Ela também comentou que a profe fez “pá pá” no pé dela, mas quando eu pergunto mais, ela desconversa. Não dei muita credibilidade pra ela tadinha, agora me sinto culpada”, escreve outra mãe.

“Eles estão tristes não são mais os mesmos se não vamos observar os sinais que nossos filhos dão que pais q vamos ser?? Eu não vou deixar passar porque me sinto culpada porque se aquele ano tinha ido pra frente com a denúncia, esse ano nossos pequenos não estariam assim!! desculpem !!” Cita uma das mães que já havia feito o relato em uma das mensagens a cima.

“A minha filha não é de contar… mais observo nas brincadeiras. Semana passada ela mesmo tapou a minha boca com a mãozinha dela (foi espontâneo) onde ela viu? Aí perguntei o que ela estava fazendo aí ela me disse “a profe (nome da professora) faz assim”. Ela relata os gritos e o cantinho que a profe da para os outros colegas. Não relatou ser com ela. Mais fala o nome dos colegas. E ainda diz que a profe grita porque fulano faz bagunça”… comenta outra mãe pelo WhatsApp.

“Temos que tomar uma atitude. Não podemos deixar que nossos pequenos sofram. Deixamos eles no CMEI não para passear, mas porque temos que trabalhar”… Comenta uma mãe.

“Já denunciamos, Ministério Público, SEMED e coordenadora, por isso é importante que vocês vejam como os filhos de vocês se comportam referente a ela”, alerta outra mãe para que denúncias possam ser feitas para a Secretaria de Educação e o Ministério Público.

Com informações Rádio Rural

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