ter, 14 abr 2026, 17:49:37

Velório é interrompido em cidade do Oeste por família não reconhecer o corpo

Um sepultamento no Cemitério Municipal de Capinzal, no Meio-Oeste catarinense, precisou ser interrompido na tarde de terça-feira (23) após familiares desconfiarem que o corpo dentro do caixão não era do homem que esperavam sepultar. A Polícia Militar foi acionada por volta das 14h20 para verificar a situação.

De acordo com a PM, o caixão havia sido recebido pela família e deveria conter o corpo de um homem de 39 anos, trasladado de Caxias do Sul (RS). O caixão estava lacrado, mas, diante de dúvidas, os familiares decidiram abri-lo no cemitério. Ao retirar as lonas que envolviam o corpo, o irmão afirmou não reconhecer o falecido, ficando assustado com as características físicas apresentadas, o que motivou o acionamento da polícia.

O agente funerário responsável pelo translado relatou aos policiais que esteve em Caxias do Sul para buscar o corpo, que já estava sendo velado em caixão lacrado, com a presença de familiares no local. Segundo ele, o corpo foi então enviado para Capinzal. No cemitério, com autorização do gerente operacional, o caixão foi rompido a pedido da família.

Os familiares apontaram divergências, como o estado avançado de decomposição e a estatura incompatível com a da vítima, que, segundo eles, teria aproximadamente 1,60 metro de altura. A Polícia Civil foi acionada, autorizou a continuidade do sepultamento naquele momento e registrou a ocorrência em boletim.

Morte em confronto no RS

Conforme apurado pela Capinzal FM, o corpo que deveria ter chegado ao município era de Marcelo Pereira de Moraes, de 39 anos, morto em confronto com a Brigada Militar no último fim de semana, em Caxias do Sul. Outro homem, de 25 anos, também morreu na troca de tiros.

Segundo a Brigada Militar, o confronto ocorreu durante uma operação que investigava o envolvimento dos suspeitos em um roubo violento a residência, no qual foram levados dinheiro, uma caminhonete Toyota Hilux e uma arma de fogo. A vítima do assalto foi baleada. Marcelo possuía antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubos e receptação.

No fim da tarde desta quarta-feira (25), o irmão confirmou à reportagem que houve troca de caixões em Caxias do Sul e que o corpo que estava sendo velado no Rio Grande do Sul e transladado para Capinzal não era o de Marcelo.

Novo sepultamento

O corpo correto deve chegar a Capinzal nesta quinta-feira (25). Em razão do estado de decomposição e do tempo transcorrido desde a morte, não haverá velório, apenas o sepultamento no Cemitério Municipal de Capinzal.

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