A Operação “Pão e Circo”, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para investigar um suposto esquema de fraude em licitações no setor de eventos, começa a repercutir na região da AMAUC. Conforme informações divulgadas pelo Portal A2, nove prefeituras da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense aparecem em documentos relacionados à investigação.
De acordo com a publicação, as administrações municipais teriam realizado, ao menos, uma licitação com empresas investigadas pelo MPSC. O MP ressalta, entretanto, que a presença das prefeituras nos documentos não significa, necessariamente, envolvimento em irregularidades por parte dos gestores públicos, mas os contratos passam a integrar o conjunto de licitações analisadas pelas autoridades.
A investigação apura a atuação de um grupo formado por sete empresas do ramo de eventos, suspeitas de formar cartel para direcionar processos licitatórios em 61 municípios catarinenses. Segundo a acusação, o grupo teria articulado acordos para eliminar concorrentes e favorecer empresas previamente definidas nos certames.
Um dos empresários apontados como líder do esquema está preso e teria sinalizado interesse em firmar acordo de colaboração premiada. A operação também contempla nove pedidos de prisão.
O valor das licitações investigadas e supostamente fraudadas chega a R$ 53.943.388,77.
Até a publicação desta reportagem, o Ministério Público não havia divulgado oficialmente a relação completa das prefeituras da região citadas na investigação e não há decisão judicial que atribua responsabilidade aos municípios mencionados.
PRISÃO
José Clemir Spinelli, dono da Spinelli Produções, foi preso na terça-feira (7) durante operação que apura fraudes em licitações de shows em cidades de Santa Catarina. Batizada de “Pão e Circo”, a ação investiga um cartel com políticos e outros empresários do setor de eventos no estado.
No total, a ação do Gaeco cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 18 municípios catarinenses, além de um no Rio Grande do Sul. O prefeito de Governador Celso Ramos foi afastado do cargo e a Justiça determinou o bloqueio de R$ 9 milhões em bens e valores dos suspeitos.








