A comarca de Chapecó realiza na sexta-feira, 27, por meio da 1ª Vara Criminal, uma sessão de julgamento que deve marcar o desfecho de um dos casos de maior repercussão dos últimos anos na região.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a ré teria procurado uma cartomante na tentativa de reatar o relacionamento com o ex-marido, que à época estava em um novo relacionamento. Pelo suposto “trabalho espiritual”, ela teria pago cerca de R$ 300 mil. Como o resultado esperado não foi alcançado, a cartomante teria, conforme a acusação, proposto o homicídio da atual companheira do homem.
Ainda segundo a denúncia, o marido da cartomante teria contratado um atirador paraguaio para executar o crime, com a orientação de simular um latrocínio — roubo seguido de morte. Dos R$ 35 mil prometidos ao executor, R$ 15 mil teriam sido pagos de forma antecipada.
O crime foi na tarde de 3 de junho de 2019, no Centro de Chapecó. A vítima foi atingida por três disparos na cabeça, mas conseguiu ser socorrida a tempo e sobreviveu. O autor dos tiros, de nacionalidade paraguaia, fugiu do local em uma motocicleta, mas foi preso minutos depois.
Conforme a acusação, após o atentado, a cartomante teria passado a exigir mais dinheiro da mulher que a procurou inicialmente. Sob ameaça de morte contra ela e seu neto, a acusada teria entregue cheques que totalizavam R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.

Condenações
O atirador (paraguaio) foi julgado e condenado em 25 de novembro de 2021 a 15 anos e oito meses de prisão, em regime fechado.
Em maio de 2022, o segundo júri do caso. Na ocasião, a cartomante foi condenada a quatro anos de reclusão pelo crime de extorsão, por constranger a mulher a efetuar pagamento mediante grave ameaça.
No mesmo julgamento, o marido da cartomante foi condenado a 12 anos de prisão, também em regime fechado. O processo tramita em segredo de justiça.
A sessão marcada agora pela 1ª Vara Criminal da comarca de Chapecó com o julgamento da mulher que contratou os trabalhos da cartomante deve encerrar definitivamente o caso no âmbito do Tribunal do Júri.








