O inimaginável Evento HOJE 2021 começou em Concórdia

O Centro de Eventos de Concórdia, Oeste de Santa Catarina, foi palco de um dos momentos mais emocionantes dos últimos 16 meses, o retorno de um evento presencial de grande porte.

O Evento HOJE 2021, criado pelos empreendedores e amigos, Alexandre Weimer e Wagner Muller, iniciou oficialmente na noite desta quinta-feira (23/09). A abertura, que respeitou todos os protocolos de saúde na Plenária A9, reviveu em todos os presentes, por meio de um vídeo, a verdadeira essência da vida, que é a de estarmos conectados com quem amamos, estimulados pelos propósitos que nos norteiam para experimentar o inimaginável nas coisas mais simples da vida.

“Tudo isso que vocês estão vendo hoje foi construído por uma equipe que realmente se dedicou a cada detalhe. Mas, o mais importante é que este Evento HOJE, em especial, só será de fato grandioso com a responsabilidade de cada um de nós. Vamos encerrar três dias de HOJE e construir um formato de evento seguro e que seja referência para os demais que virão, com o comprometimento de cada participante, porque somos todos responsáveis pelo HOJE. Serão sim três dias de muitos desafios, de muito aprendizado, networking, entretenimento e de energia. Empreendedorismo e inovação para fazer este ecossistema ainda mais forte para construir o momento de retomada”, disse Weimer, emocionado.

“É muita emoção ver tudo isso acontecendo, após meses de paralisação de eventos neste formato – totalmente presencial – mas, com a colaboração de todos vamos fazer dar certo o inimaginável. Nossa história é feita por pessoas realmente envolvidas e comprometidas com o processo. Inovação e empreendedorismo que arrastam milhares de pessoas. A mudança só acontece quando nos movemos, e as pessoas que estão aqui têm a vontade de ir além e sabem que isso só é possível com conhecimento, com troca de ideias e parcerias, pois ninguém faz nada sozinho”, reforça Muller.

O evento promovido pela A9 Performance e ACIC Concórdia chega à 5ª edição repleta de energia para ‘fazer acontecer’ nos próximos dias, mas sempre prezando pelos cuidados à saúde. A programação segue até sábado (25), com a participação de mais de 100 palestrantes.

Empreendedor e catador de latas

“Empreender não tem nada a ver com CNPJ, endereço, tem a ver com a atitude”. A frase é do empreendedor, Geraldo Rufino, durante a apresentação hoje, na Plenária A9, repleta de pessoas. E ele continuou: “Se você não tem CNPJ, empreenda na empresa na qual você trabalha. Sinta-se dono e responsável por melhorar as condições daqueles à sua volta que estejam a se desenvolver, seja na sua empresa ou na empresa que te emprega. Comece a empreender na sua própria casa, com a sua família, criando condições novas para que todos possam ser impactados positivamente”.

Rufino foi criado na favela, começou a trabalhar aos sete anos como empacotador de carvão, depois catador de latinhas, ‘quebrou’ seis vezes, até fundar a JR Diesel, a maior empresa da América Latina em reciclagem e desmontagem de veículos. O segredo para tanta resiliência? “Entender que a pedra que a vida te coloca no caminho não é problema, é degrau, é para te fazer subir. É fundamental aprender a ouvir e a conviver com o diferente e isso acontece em casa, na família de cada um”, avalia. 

E ele coloca que a origem de cada um pouco determina a evolução de cada indivíduo. “A condição de pobreza de cada pessoa pode ser modificada pela quantidade de horas que estamos dispostos a trabalhar. Minha mãe foi minha mentora e me ensinou desde cedo a agradecer o privilégio de cada dia. Tudo o que precisamos para recomeçar é mais um dia. Considerando sempre a importância do tempo que ainda temos. Quanto tempo disponível temos para empreender e impactar a vida de alguém. Decidi dar mais valor ao meu tempo”.

Rufino voltou a frisar que a adversidade é inevitável. O que pode ser controlado é a forma com a qual nos deixamos impactar pelo medo, pela frustração e incerteza. “Quebrei seis vezes, mas nunca fracassei. Só perdi dinheiro, mas já sabia como andar de bicicleta, ou seja, foi só começar novamente. Tenho certeza que quebrei porque fui arrogante ou achei que sabia tudo e que tinha chegado lá. Ninguém chega lá. Sempre estamos recomeçando”, finalizou.

O velho futuro

Fechando o dia, o palestrante referência em inovação disruptiva, Arthur Igreja, emocionou-se ao voltar ao palco do HOJE pela terceira vez. “Não canso de elogiar este evento, de elogiar Concórdia. Que saudade de eventos como este, presenciais”.

O tema do palestrante foi o consumir 4.0 e os desafios que vêm pela frente. Na visão de Igreja, o futuro será um desafio, porque teremos que recombinar as coisas, o analógico e o digital. “Falo inovação sempre na perspectiva de um novo olhar sobre as coisas. O problema é que muitas empresas ainda oferecem o que ofereciam duas décadas atrás e se recusam a inovar, a acompanhar o ritmo do desenvolvimento, no melhor estilo ‘my way or the highway‘”. Este, segundo ele, é o caminho da extinção.

Ele ressalta que é preciso desassociar a ideia da inovação com os grandes movimentos de disrupção, que alteram estruturalmente o mundo e os negócios. “Pouquíssimas pessoas e organizações mudarão o mundo. Mas, podemos aprender com as empresas que mudam o mundo e adaptar esse conhecimento, aplicando-o para melhorar as experiências proporcionadas pelas nossas empresas”.

E o momento é ideal porque, segundo Igreja, a pandemia nos forçou a estar focados no presente e a identificar no agora as oportunidades de crescimento. “Pensamos que inovamos na pandemia, mas se pensarmos bem vamos perceber que, nos últimos 18 meses, incorporamos coisas pré-existentes, às quais éramos resistentes. Escutei várias pessoas dizendo que o mercado não tinha mais fronteiras, mas as únicas fronteiras que nos limitavam eram as mentais. Por exemplo, o e-commerce não apareceu na pandemia: já existia há muito”.

Ele continua: “O futuro não é problema, mas o fato de estarmos parados em algum ponto do passado. Normalmente, cada empresa estava em um tempo diferente do passado. Mas, inovação é estar conectado no que está acontecendo agora. A pandemia nos obrigou a estarmos no agora. Nosso maior freio somos nós mesmos. Temos que manter esse ritmo de inovação que conquistamos”.

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