sáb, 9 maio 2026, 10:30:44

Primeiro caso de hantavírus de Santa Catarina em 2026 é registrado em Seara

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta sexta-feira, 8, que Santa Catarina registrou um caso de hantavírus em 2026. O caso foi registrado no município de Seara. Mais detalhes sobre o paciente não foram divulgados.

Conforme a pasta, o caso não tem relação com a linhagem do vírus que causou três mortes suspeitas em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde, no início de abril. Segundo a SES, a linhagem do vírus identificada no Estado tem como principal forma de transmissão o contato com secreções e excretas de roedores infectados, diferente do tipo de hantavírus do navio, transmitido entre pessoas.

Como se contrai o hantavírus?

Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), a hantavirose é uma síndrome febril aguda. Os sintomas são febre, mialgia, dor nas articulações, dor de cabeça, dor lombar e abdominal e sintomas gastrointestinais.

A doença é contraída, principalmente, pelo ar. Isso porque a urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados pelo vírus geram aerossóis que, se em contato com humanos, podem transmitir a doença.

Os roedores silvestres conhecidos como rato da mataAkodon sp, e ratinho do arrozOligoryzomys sp, diferenciam-se dos roedores maiores encontrados mais frequentemente em ambientes urbanos, como a ratazana e o rato de telhado.

A Dive explica que são roedores de pequeno porte — o macho adulto chega a 25 gramas — e vivem preferencialmente próximos a plantações, principalmente de grãos, mas podem também ser encontrados em ambientes periurbanos. A cor da pelagem pode ser avermelhada, cinza ou até cor de terra.

Situação do hantavírus no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, foram registrados sete casos de hantavírus no Brasil em 2026. Nenhum dos casos não têm relação com os do cruzeiro, conforme a pasta.

Dados da pasta de até 27 de abril mostram que foram dois casos em Minas Gerais; dois no Rio Grande do Sul; um em Santa Catarina; um no Paraná e um sem unidade da federação identificada. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, houve ainda um segundo caso confirmado no estado neste ano. Os números do ministério apontam ainda para um óbito, em Minas Gerais. 

Não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao episódio raro de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile, e que está em circulação no navio. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, e nenhuma transmissão entre pessoas”, diz nota do Ministério da Saúde.

Cinco casos confirmados no navio

Cinco casos suspeitos de hantavírus foram confirmados no cruzeiro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o momento, três pessoas que estavam a bordo morreram. A OMS não especificou quais foram os casos confirmados da doença.

O navio saiu da Argentina no início de abril, e, dias depois, um passageiro morreu após contrair o vírus. Um casal holandês também morreu. A origem do contágio fora do navio, segundo autoridades, pode ser um voo em Joanesburgo, na África do Sul.

Informações NSC

- Publicidade -
spot_img
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais lidas