O homem que sequestrou e matou a própria filha, de apenas 1 ano e 9 meses, no final de maio de 2025, será submetido a júri popular no dia 10 de abril, uma sexta-feira, em Ponte Serrada.
A pequena foi encontrada morta no dia 26 de maio de 2025, na linha Copinha, no interior de Vargeão. O homem de 41 anos confessou o crime, que teria acontecido ainda na noite anterior, e tentou suicídio. O réu vai responder por feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver.
Relembre
O homem morava com a mãe da menina no assentamento Santa Rosa I, no interior de Abelardo Luz, também no Oeste, e teria fugido com a bebê após uma discussão seguida de término do relacionamento no final da noite de 25 de maio.
O caso veio à tona no momento em que a mãe da criança, uma jovem de 25 anos, acionou a Polícia Militar relatando que o casal teria ido visitar familiares do homem, mas houve uma discussão entre os dois durante a tarde e o pai pegou a menina, correu para uma área de mata e desapareceu.
Já por volta das 23h, a PM conseguiu contato telefônico com o autor e iniciou uma negociação que se estendeu até 1h15 da madrugada, quando o homem decidiu se entregar. Ele estava a cerca de três quilômetros da casa quando foi preso, em uma área de lavoura já pertencente ao município de Faxinal dos Guedes.

Ligação e confissão
Em uma ligação telefônica antes de ser preso, o pai disse ter enforcado a menina e também tentado contra a própria vida. Ainda segundo ele, o motivo seria um suposto envolvimento da esposa com um membro de uma facção criminosa da região de Abelardo Luz.
Na época, a Polícia Militar disse que o homem já tinha passagens por injúria, descumprimento de medida protetiva, ameaça, exercício arbitrário das próprias razões, invasão de domicílio, posse irregular de arma de fogo e lesão corporal.
Responsável pelas investigações, o delegado Rodrigo Dantas declarou na época que o homem “se mostrava absolutamente sereno em relação ao crime”
Ainda segundo o delegado, após matar a filha, o homem disse que tentou se matar por três vezes usando uma camisa, mas não conseguiu.
Relacionamento conturbado
Também na época, o delegado explicou que o casal vivia em um relacionamento conturbado. O homem tinha registros policiais por violência doméstica e as crises de ciúme entre os dois eram frequentes.
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